resumo do dia: Cidades para pessoas de Jan Gehl

Escrito por ArqBahia

Equipe de autores da ArqBahia.

I. Sobre o livro “Cidades para pessoas”

Cidades para pessoas é um livro do arquiteto dinamarquês Jan Gehl, que é um dos maiores especialistas em urbanismo e espaços públicos do mundo. Neste livro, ele apresenta suas ideias sobre como tornar as cidades mais humanas, sustentáveis e agradáveis para as pessoas que nelas vivem. É uma obra fundamental para quem deseja entender como as cidades podem ser projetadas para atender às necessidades humanas.

II. Introdução

Gehl parte do princípio de que as cidades devem ser planejadas para atender às necessidades humanas de conforto, segurança, estímulo e convivência. Para isso, ele propõe uma abordagem que considera a escala humana, ou seja, a percepção e o comportamento das pessoas no espaço urbano. Segundo ele, a escala humana foi negligenciada nas últimas décadas, em função do predomínio do automóvel e da arquitetura modernista, que priorizaram a funcionalidade e a monumentalidade em detrimento da qualidade de vida.

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III. Dimensão humana do urbanismo

Gehl argumenta que o trabalho na dimensão humana do urbanismo levará a uma cidade mais saudável, que permitirá que seus habitantes realizem atividades físicas diariamente, seja para seu deslocamento ou para lazer. Para isso, é necessário adotar algumas ferramentas, como analisar o que convida e o que repele as pessoas. Exemplos disso são:

  1. A segurança para os pedestres, por exemplo, deve ser buscada para que não haja motivos para temer o tráfego.
  2. A circulação de pessoas deve ser garantida em todos os períodos do dia e noite.
  3. A existência de abrigo para sol, chuva e vento ajuda na permanência de pessoas.
  4. Áreas verdes amenizam as altas temperaturas e a poluição.
  5. Fachadas interessantes, ausência de obstáculos, superfícies regulares e acessibilidade são fatores que convidam as pessoas.
  6. Fachadas e trabalhos interessantes e locais públicos.
  7. Mobiliários públicos direcionados às atrações.
  8. Vistas e paisagens que não estejam escondidas.
  9. Baixos níveis de ruídos e mobiliários que convidem a interação das pessoas.
  10. Equipamentos públicos para a prática de esportes e atividades presentes nas ruas.

IV. Princípios de planejamento

Gehl elabora alguns princípios de planejamento para criar cidades mais convidativas para as pessoas:

Distribuir, cuidadosamente, as funções da cidade

O objetivo é garantir menores distâncias entre as funções da cidade, além de uma massa crítica de pessoas e eventos.

Integrar várias funções da cidade

O objetivo é garantir versatilidade, riqueza de experiências, sustentabilidade social e uma sensação de segurança.

Projetar o espaço urbano de forma convidativa para pedestres e ciclistas

O objetivo é criar espaços urbanos que permitam a convivência e a interação entre as pessoas.

Abrir espaços de transição entre a cidade e os edifícios

O objetivo é fazer com que a vida no interior dos edifícios e nos espaços urbanos funcionem conjuntamente.

Reforçar convites para permanências mais longas no espaço público

O objetivo é criar espaços urbanos que convidem as pessoas a permanecer por mais tempo.

V. Conclusão

O livro “Cidades para pessoas” de Jan Gehl é uma obra fundamental para quem deseja entender como as cidades podem ser projetadas para atender às necessidades humanas. O autor propõe a criação de espaços urbanos que permitam a convivência e a interação entre as pessoas, bem como a adoção de ferramentas que devolvam a cidade às pessoas.

O livro é ricamente ilustrado com fotos, mapas, gráficos e desenhos que exemplificam as ideias de Gehl. Além disso, o livro conta com uma linguagem clara e acessível, que torna a leitura agradável e envolvente. “Cidades para pessoas” é um livro indispensável para arquitetos e urbanistas que querem contribuir para tornar as cidades mais humanas, sustentáveis e democráticas.

VI. Perguntas Frequentes (FAQ) sobre “Cidades para Pessoas”

  1. Quem é Jan Gehl e qual é sua abordagem para o urbanismo?
    R: Jan Gehl é um arquiteto e urbanista dinamarquês que desenvolveu uma abordagem focada nas necessidades humanas para o planejamento urbano.
  2. Quais são os principais princípios de planejamento urbano apresentados no livro?
    R: Os principais princípios de planejamento urbano apresentados no livro incluem a distribuição cuidadosa das funções da cidade para garantir menores distâncias entre elas, a integração de várias funções para garantir versatilidade e uma sensação de segurança, o projeto do espaço urbano de forma convidativa para pedestres e ciclistas, a abertura de espaços de transição entre a cidade e os edifícios e o reforço de convites para permanências mais longas no espaço público.
  3. Como a abordagem de Jan Gehl difere de outras abordagens de planejamento urbano?
    R: A abordagem de Jan Gehl difere de outras abordagens de planejamento urbano porque coloca as necessidades humanas no centro do planejamento, em vez de enfatizar apenas a eficiência ou a economia.
  4. Como as ferramentas apresentadas no livro podem ser aplicadas na prática?
    R: As ferramentas apresentadas no livro podem ser aplicadas na prática por meio de análises cuidadosas do que convida e o que repele as pessoas, garantindo segurança para os pedestres, circulação de pessoas em todos os períodos do dia e noite, existência de abrigo para sol, chuva e vento, áreas verdes, fachadas interessantes, ausência de obstáculos, superfícies regulares e acessibilidade, além da presença de equipamentos públicos para a prática de esportes e atividades nas ruas.
  5. Qual é a importância do livro “Cidades para pessoas” nos dias de hoje?
    R: O livro “Cidades para pessoas” é importante nos dias de hoje porque apresenta uma abordagem que valoriza as necessidades humanas no planejamento urbano, em um momento em que muitas cidades ao redor do mundo estão passando por mudanças significativas e enfrentando desafios para se tornarem mais habitáveis e saudáveis para seus habitantes.

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